Segue abaixo orientação para a AE1 a ser realizada no dia 12 de abril.
Blog da disciplina de Literatura Brasileira do Colégio Militar de Porto Alegre
Mostrar mensagens com a etiqueta 1º Bimestre. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta 1º Bimestre. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Cantiga da Ribeirinha
A Cantiga da Ribeirinha, ou Cantiga de Guarvaia*, é o primeiro texto literário em galego-português de que se tem registro. A cantiga foi composta provavelmente em 1198, por Paio Soares de Taveirós, e recebeu esse nome por ter sido dedicada a D. Maria Pais Ribeira, concubina de Sancho I de Portugal, apelidada de "Ribeirinha". O texto é considerado o marco incial do Trovadorismo.
mentre me for' como me vai,
ca ja moiro por vós - e ai!
mia senhor branca e vermelha,
Queredes que vos retraia
quando vos eu vi em saia!
Mao dia me levantei,
que vos enton non vi fea!
E, mia senhor, des aquel di', ai!
me foi a mi muin mal,
e vós, filha de don Paai
Moniz, e ben vos semelha
d'haver eu por vós guarvaia,
pois eu, mia senhor, d'alfaia
Nunca de vós ouve nem ei
valía d'ũa correa.
Em português atual:
No mundo ninguém se assemelha a mim (parelha: semelhante)
enquanto a vida continuar como vai,
porque morro por vós, e ai
minha senhora de pele alva e faces rosadas,
quereis que vos descreva (retrate)
quando vos eu vi sem manto (saia: roupa íntima)
Maldito dia! me levantei
que não vos vi feia (ou seja, a viu mais bela)
E, mia senhora, desde aquele dia, ai!
tudo me foi muito mal
e vós, filha de don Pai
Moniz, e bem vos parece
de ter eu por vós guarvaia (guarvaia: roupa luxuosa)
pois eu, minha senhora, como mimo (ou prova de amor)
de vós nunca recebi
algo, mesmo que sem valor. (correa: coisa sem valor)
* A guarvaia era um manto luxuoso, provavelmente de cor vermelha, usado pela nobreza.
quinta-feira, 31 de março de 2011
AMOR CORTÊS

Amor cortês foi um conceito europeu medieval de atitudes, mitos e etiqueta para enaltecer o amor, e que gerou vários gêneros de literatura medieval, incluindo o romance. Era um código de comportamento amoroso em que os praticantes – cavaleiros – podiam demonstrar para a corte que o valor pessoal não se fundamentava apenas no sangue ou nas proezas militares, mas podia ser identificado no comportamento social: a cortesia.
Os senhores feudais contratavam recitadores, cantores e músicos para divertir a corte. As cantigas eram compostas, quase sempre, por nobres que se denominavam trovadores, porque praticavam a arte de trovar.O trovador deveria expressar seus elogios a uma mulher da nobreza, demonstrando subordinação às damas da corte, que deveriam ser tratadas com cortesia.
As cantigas de amor desenvolviam o tema do sofrimento pelo amor não correspondido e eram divulgados de forma oral.
(texto adaptado de: ABAURRE, Maria Luiza e PONTARA, Marcela. Literatura brasileira. Tempos, leitores e leituras. São Paulo: Moderna, 2005, p. 84-88)
quarta-feira, 30 de março de 2011
LITERATURA: FEITIÇARIA
"Literatura é FEITIÇARIA que se faz com o sangue do coração humano."
(Guimarães Rosa)
(Guimarães Rosa)
terça-feira, 29 de março de 2011
Cantiga Medieval - Ondas do Mar de Vigo
Clique no vídeo e escute uma cantiga medieval, de autoria de Martin Codax.
O Trovadorismo - Exercícios
Leia os textos e responda às perguntas.
TEXTO 1
Cantiga d’amor de refran
Nuno Fernandes Torneol
Ir-vus queredes, mia senhor,
e fiq’end’ eu com gran pesar,
que nunca soube ren amar
ergo vós, des quando vus vi.
E pois que vus ides d’aqui,
senhor fremosa, que farei?
E que farei eu, pois non vir’
o vosso mui bom parecer?
Non poderei eu mais viver,
se me Deus contra vos al:
senhor fremosa, que farei?
E rogu’eu a Nosso Senhor
que, se vos vus fordes d’quen,
Que me dê mia morte por én,
ca muito me será mester.
E se mi-a el dar non quiser’:
senhor fremosa, que farei?
Pois mi-assi força voss’amor
e non ouso vusco guarir,
des quando me de vos partir’,
eu que non sei al bem querer,
Querria-me de vos saber:
Senhor fremosa, que farei.
Cantiga de amor de refrão
Nuno Fernandes Torneol
Se em partir, senhora minha,
mágoas haveis de deixar
a quem firme em vos amar
foi desde a primeira hora,
se me abandonais agora,
ó formosa! que farei?
Que farei se nunca mais
contemplar vossa beleza?
Morto serei de tristeza.
Se Deus me não acudir,
nem de vós conselho ouvir,
ó formosa! que farei?
A Nosso Senhor eu peço
quando houver de vos perder,
se me quiser comprazer,
que a morte me queira dar.
Mas se a vida me poupar,
ó formosa! que farei?
Vosso amor me leva a tanto!
Se, partindo, provocais
quebranto que não curais
a quem de amor desespera,
de vós conselho quisera:
ó formosa! que farei?
a. Qual é o tema tratado na cantiga?
b. Que elementos permitem classificar o texto como uma cantiga de amor?
c. Identifique o refrão da cantiga. Que sentimento do eu-lírico ele reforça?
d. Que forma de tratamento o eu-lírico usa para se referir à mulher? O que esse tratamento revela a respeito da relação entre eles?
TEXTO 2:
Ondas do mar de Vigo
Martin Codax
Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo!
E ai Deus, se verrá cedo!
Ondas do mar levado,
se vistes meu amado!
E ai Deus, se verrá cedo!
Se vistes meu amigo,
o por que meu suspiro!
E ai Deus, se verrá cedo!
Se vistes meu amado
por que hei gran cuidado!
E ai Deus, se verrá cedo!
Ondas do mar de Vigo
Ondas do mar de Vigo,
se vires meu namorado!
Por Deus, (digam) se virá cedo!
Ondas do mar revolto,
se vires meu amado!
Por Deus, (digam) se virá cedo!
Se vires meu namorado,
aquele por quem suspiro!
Por Deus, (digam) se virá cedo!
Se vires meu amado
por quem tenho grande temor!
Por Deus, (digam) se virá cedo!
a. Que aspectos permitem classificar o poema como uma cantiga de amigo?
b. O ambiente apresentado no poema é um ambiente urbano ou campesino?
c. Que sentimento o refrão reforça na cantiga?
d. A quem a voz feminina do poeta pede informações do namorado?
TEXTO 3:
Cantiga
João Garcia de Guilhade
Ai, dona fea, foste-vos queixar
Que vos nunca louv’en (o) meu cantar;
Mais ora quero fazer un cantar
en que vos loarei toda via;
E vedes como vos quero loar:
Dona fea, velha e sandia!
Dona fea, se Deus mi pardon,
Pois avedes (a) tan gran coraçon
Que vos eu loe, en esta razon
Vos quero já loar toda via;
E vedes qual será a loaçon:
Dona fea, velha e sandia!
Dona fea, nunca vos eu loei
Em meu trobar, pero muito trobei;
Mais ora já un bon cantar farei,
en que vos loarei toda via;
E direi-vos como vos loarei:
Dona fea, velha e sandia!
a. Que atitude da senhora motivou o trovador a escrever a cantiga?
b. O que promete o trovador à senhora?
c. Ele cumpre o que ela esperava?
TEXTO 4:
Mina do condomínio
Seu Jorge
Tô namorando aquela mina
Mas não sei se ela me namora
Mina maneira do condomínio
Lá do bairro onde eu moro
Seu cabelo me alucina
Sua boca me devora
Sua voz me ilumina
Seu olhar me apavora
Me perdi no seu sorriso
Nem preciso me encontrar
Não me mostre o paraíso
Que se eu for, não vou voltar
Pois eu vou
Eu digo “oi” ela nem nada
Passa na minha calçada
Dou bom dia ela nem liga
Se ela chega eu paro tudo
Se ela passa eu fico doido
Se vem vindo eu faço figa
eu mando beijo ela não pega
pisco olho ela se nega
Faço pose ela não vê
Jogo charme ela ignora
Chego junto ela sai fora
Eu escrevo ela não lê
Minha mina
Minha amiga
Minha namorada
Minha gata
Minha sina
Do meu condomínio
Minha musa
Minha Monalisa
Minha Vênus
Minha deusa
Quero seu fascínio
TEXTO 5:
Atrás da porta
Chico Buarque
Quando olhaste bem nos olhos meu
E o teu olhar era de adeus
Juro que não acreditei
Eu te estranhei
Me debrucei sobre o teu corpo
E duvidei
E me arrastei e te arranhei
E me agarrei nos teus cabelos
Nos teus pêlos
Teu pijama
Nos teus pés
Ao pé da cama
Sem carinho, sem coberta
No tapete atrás da porta
Reclamei baixinho
Dei pra maldizer o nosso lar
Pra sujar teu nome, te humilhar
E me vingar a qualquer preço
Te adorando pelo avesso
Pra mostrar que inda sou tua
Só pra mostrar que inda sou tua...
a. Relacionando as canções Mina do condomínio e Atrás da porta com as cantigas medievais, como você as classificaria? Justifique a resposta.
Baseando-se nos textos anteriores, elabore um quadro resumo com as características das cantigas trovadorescas.
Clique aqui para acessar as respostas dos exercícios.
O Trovadorismo - Características
Clique nos links abaixo para ver as apresentações sobre o Trovadorismo trabalhadas em sala de aula.
segunda-feira, 28 de março de 2011
O Trovadorismo - Contexto histórico
Clique e assista a trechos de dois filmes que apresentam características da sociedade medieval, na qual se desenvolveu o Trovadorismo.
O Senhor da Guerra, 1965: Feudalismo - Relação de vassalagem e suserania
A cena mostra um aspecto marcante da sociedade medieval: as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra (feudo) ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. O trecho do filme ilustra uma prática medieval que demonstra o nível de submissão do vassalo para com seu senhor: o direito da primazia da primeira noite, ou seja, o vassalo solicitava licença para casar, mas a noite de núpcias era do suserano. A relação de vassalagem desse período se fará presente na produção literária da época: Nas cantigas de amor, a relação entre o poeta e sua amada obedece aos preceitos da vassalgem amorosa.
O Nome da Rosa, 1986: O poder da Igreja
No filme fica evidente a forte influência da Igreja no comportamento das pessoas do mundo medieval. Segundo ela, o mundo terreno era considerado apenas como um espaço de preparação para a vida eterna. Por isso, vivia-se em função da morte. A renúncia aos bens materiais e aos prazeres mundanos era a condição exigida para alcançar a salvação eterna. a salvação da alma constituía-se na preocupação maior do homemem medieval ("Tudo o que fizeres na Terra, receberás em dobro nos Céus"). Essa concepção de mundo dominada pela figura do Deus proposto pelo Cristianismo é chamada teocentrismo. Deus é o centro do universo e a medida de todas as coisas. A Igreja representa Deus no mundo terreno; a autoridade da Igreja domina o mundo e os valores da religião cristã vão impregnar todos os aspectos da vida medieval, inclusive. Os conventos eram verdadeiros centros difusores da cultura medieval, pois era neles que se escolhiam os textos filosóficos a serem divulgados, em função da moral cristã. A Santa Inquisição era a responsável por decidir o que poderia ou não ser divulgado, punindo, com severidade, quem fugisse aos padrões impostos por ela (como pode ser visto no diálogo entre o monge e seu aprendiz).
Gêneros Literários - Exercícios
Leia o texto para responder os exercícios 1 e 2:
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca,
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
Manuel Bandeira
1. A que gênero pertence Desencanto, de Manuel Bandeira? Por que se pode dizer que o texto é representante desse gênero?
2. Você diria que a poesia de Manuel Bandeira é objetiva ou subjetiva? Justifique.
3. O trecho abaixo é representante de que gênero? Justifique.
“Na serra de Ibiapaba, numa de suas encostas mais altas, encontrei um jegue. Estava voltado para o lado e me pareceu que descortinava o panorama. Mas quando me aproximei, percebi que era cego.” (Oswaldo França Júnior, em As Laranjas Iguais).
4. Retire do texto abaixo três marcas do Gênero Dramático.
JOANA Cê gosta da filha do Creonte, Jasão?
JASÃO Não quero falar nisso agora...
JOANA Gosta não.
Ta só perturbado, né? Responde pra mim...
JASÃO Tava falando, deixa eu continuar, sim?
JOANA Responde duma vez, homem, toma coragem.
Você gosta mesmo da moça?...
JASÃO (gritando) Mulher, pára, deixa eu falar... (tempo)
Você sabe... eu não tenho cara pra chutar vocês pra córner... é sacanagem
que eu não vou fazer. Mas também veja o meu lado
Cedo ou tarde a gente ia ter que se separar
Quando eu te conheci, tava pra completar
vinte anos, não foi? Eu nem tinha completado
Você tinha trinta e quatro mas era bem
conservada, a carroceria, bom molejo
e a bateria carregada de desejo
Então não queria saber de idade, e nem
quero saber, porque para mim quem gosta gosta
e o amor não vê documento nem certidão
Só que dez anos se passaram desde então [...]
5. Dê o significado de epopéia.
Leia o poema abaixo e responda os exercícios 6 e 7.
Soneto de Separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.
Vinicius de Moraes
6. Faça a escansão do poema e indique:
a) Número de sílabas poéticas:
b) Tipo de verso:
c) Tipo de rimas:
7. Leia as seguintes afirmações sobre o poema de Vinícius de Moraes e indique qual afirmação se refere ao conceito de poema e qual se refere à definição de poesia. Explique
a) O poema trata da separação amorosa. Nele, a separação equivale ao desmanche de uma relação vivida pelo eu lírico, fruto de uma paixão que simplesmente acabou. A paixão, tanto intensa quanto curta, repentinamente acaba.
b) O poema é um soneto, ou seja, apresenta 14 versos, divididos em 4 estrofes, sendo 2 quartetos e dois tercetos.
8. Leia os trechos que se seguem e indentifique, dentre as figuras de linguagem abaixo, a presente em cada um deles.
eco – paronomásia – aliteração – onomatopéia - assonância - paralelismo
a) “João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.”
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.”
(Carlos Drumond de Andrade)
b) “Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.”
(Cruz e Souza)
c) “Há quem faça obras / eu apenas / solto as minhas cobras”. (Sebastião Uchoa Leite)
d) “Era ela, Arabela. Como estava bela!” (Ciro dos Anjos).
e) “Tinir de ferros... estalar de açoite.” (Castro Alves)
f) “Sou Ana, da cama
da cana, fulana, bacana
Sou Ana de Amsterdam”
(Chico Buarque)
9. Leia o poema abaixo e responda às perguntas.
Fanatismo
"Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
"Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!
"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!
E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim."
Florbela Espanca
a) Por que o título do poema é “Fanatismo”? Que a passagem do poema melhor justifica esse título?
b) No verso “Meus olhos andam cegos de te ver!” há a predominância de uma figura de linguagem. Que figura é essa?
b) No verso “Meus olhos andam cegos de te ver!” há a predominância de uma figura de linguagem. Que figura é essa?
c) No poema aparecem duas visões para o amor que se opõem. Copie os versos que apresentam cada uma delas.
d) A que conclusão chega o eu-lírico na última estrofe do poema?
Clique aqui para acessar as respostas dos exercícios.
A trajetória do heroi
Assista abaixo aos trailers dos filmes "A Odisseia" e o "Conde de Monte Cristo", nos quais são mostradas características do herói clássico e do herói moderno.
O heroi clássico:
O heroi moderno:
O heroi clássico:
O heroi moderno:
segunda-feira, 21 de março de 2011
Procura da poesia
(...)
Penetra surdamente no reino das palavras
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
(...)
(Carlos Drummond de Andrade)
Penetra surdamente no reino das palavras
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
(...)
Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma
tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?
(...)
(Carlos Drummond de Andrade)
Gêneros Literários
Clique na imagem abaixo e veja a apresentação sobre gêneros literários trabalhada em sala de aula.
Clique aqui para baixar a apresentção em pdf.
quarta-feira, 16 de março de 2011
POETAS E PROSADORES
"A poesia é dança.
A prosa é marcha.
O poeta é ourives.
O prosador, um padeiro.
Aquele lambe as palavras e se alucina.
Este fotografa cautelosamente a vida."
Coronel, Luiz. O cavalo verde: causos gaúchos e relatos interioranos. Porto Alegre: Mecenas, 2002.
A prosa é marcha.
O poeta é ourives.
O prosador, um padeiro.
Aquele lambe as palavras e se alucina.
Este fotografa cautelosamente a vida."
Coronel, Luiz. O cavalo verde: causos gaúchos e relatos interioranos. Porto Alegre: Mecenas, 2002.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Humanismo - Gil Vicente
Como vimos no início do bimestre, o escritor é influenciado pelo contexto histórico-cultural no qual está inserido, influência que se faz presente nas obras que escreve. Assim, para um bom entendimento da obra literária, é importante entender o período em que ela foi escrita.
O Auto da Barca do Inferno foi escrito no período de transição da Idade Média pra a Idade Moderno, no qual começava a vigorar a filosofia conhecida como Humanismo, que culminaria no Renascimento. As características desse período são:
- Enfraquecimento do sistema feudal com o surgimento da burguesia de das cidades;
- Período das grandes navegações que ampliou a visão de mundo do homem da época e ocasionou uma crescente desvalorização da religião;
- O dualismo entre duas posições filosóficas: o teocentrismo (Deus no centro do universo) e o antropocentrismo (o homem no centro do universo);
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Espaço de escritura colaborativa
Clique aqui para acessar o ambiente colaborativo destinado à elaboração do seu texto teatral. Acesse a página correspondente ao seu grupo, clique em EDITAR e comece a escrever seu texto. Todos os membros do grupo podem e devem editar o conteúdo.

Reescrevendo o Auto da Barca do Inferno
Além da prova sobre o livro, vamos fazer um trabalho em grupo sobre o "Auto da Barca do Inferno". O trabalho consiste em modernizar a obra, reescrevendo algumas passagens do auto com personagens da nossa atualidade.
Para tanto, sigam os passos abaixo:
a. Discutam a caracterização de cada personagem (modo de falar, temperamento, tiques, etc.) e do lugar;
b. Planejem o que vão escrever. Discutam como prender a atenção da platéia. Tenham sempre em mente as características do texto original.
c. Lembrem-se de indicar o nome das personagens antes de suas falas, adequar a linguagem às personagens e ao contexto, fazer as indicações de cenário, de figurino, etc. e inserir as rubricas.
O texto deverá ser entregue no dia 18/03.
AP sobre o livro Auto da Barca do Inferno
Atenção, alunos....
Não esqueçam: sexta-feira, dia 04/03 haverá AP sobre o livro de Gil Vicente.
Se você ainda não leu, clique aqui e acesse o texto integral do livro com notas explicativas.
Boa leitura e boa prova!
Não esqueçam: sexta-feira, dia 04/03 haverá AP sobre o livro de Gil Vicente.
Se você ainda não leu, clique aqui e acesse o texto integral do livro com notas explicativas.
Boa leitura e boa prova!
Subscrever:
Mensagens (Atom)





